I was already familiar with the Coffee Lab location in São Paulo, on Fradique Coutinho, which closed in 2025, and I really liked the entrance full of plants and the interior, which had an industrial feel but with decor that reminded me of various places in Berlin, with intentionally mismatched furniture and cozy niches.

Now in 2026, I went to Coffee Lab with my mother on two different occasions, and ended up visiting the two new locations, one still in Pinheiros, on Fernão Dias, and the other on Aspicuelta, Vila Madalena. Both maintain the same style as the original, which I really like.

On both visits, the spaces were almost full, and we were served with friendliness and competence.

I can’t fail to mention how much I appreciate the work style of Isabela Raposeiras, the founder of Coffee Lab. She demonstrates an admirable and profound respect for her team. In 2025, amidst protests against the 6×1 work schedule in Brazil, Raposeiras became a national topic for implementing in her business a 4-day work/3-day rest schedule without reducing salaries (achieving 35% growth in the following 8 months). Well before that, however, she had already displayed a panel in her coffee shop showing how many days her team had gone without being mistreated by customers, a progressive attitude seen as controversial in a country with deeply rooted slave-owning traditions, where many customers still consider themselves masters of those who serve them in the food industry.

Adding up the two visits, I tried the 3 coffees available in the batch brew, a cappuccino, an Aeropress, and an iced coffee cake. Everything was very good and well-made. My mother tried and loved the cappuccino frappe.

I also bought two beans to brew at home:

“José Carlos Velten,” which is a sweet bean with balanced citric acidity, good body, notes of raspberry, a hint of cinnamon, and a touch of herbs.

And “Tomio Fukuda”, also a sweet bean, with a velvety body, a persistent aftertaste, medium citric acidity, and an aroma of molasses. Although I love pitanga (Surinam cherry), I couldn’t distinguish this note.

My only complaint is the packaging; it’s a simple plastic vacuum-sealed bag that lacks a degassing valve and a locking mechanism. This means that once opened, it won’t reseal, and the coffee must be stored in another container at the consumer’s expense.

Roaster: Coffee Lab
Producer: José Carlos Velten – Sítio N.S. Graças
Region: Marechal Floriano – ES
Variety: Catucaí 785
Process: Pulped Natural
Notes: Spices, red fruits, honey
Roasting Date: 01/14/26

Roaster: Coffee Lab
Producer: Tomio Fukuda – Fazenda Baú
Region: Diamantina-MG
Variety: Catucaí Açú
Process: Natural
Notes: Pitanga, molasses, citrus fruits
Roasting Date: 01/02/26

Eu já conhecia o espaco do Coffee Lab em Sao Paulo, na Fradique Coutinho, que fechou em 2025, e gostava muito da entrada cheia de plantas e do interior com base industrial mas com decoracao que me lembrava vários lugares de Berlin, com móveis propositalmente destoantes e nichos de aconchego.

Agora em 2026 fui ao Coffee Lab com minha mae em duas ocasioes diferentes, e acabei por conhecer os dois novos enderecos, um ainda em Pinheiros, na Fernão Dias, e outro na Aspicuelta, Vila Madalena. Ambos mantem o mesmo estilo do original, que muito me agrada.

Nas duas visitas os espacos estavam quase cheios, e fomos atendidas com simpatia e competencia.

Nao posso deixar de comentar o quanto gosto do estilo de trabalho da Isabela Raposeiras, fundadora do Coffee Lab. Ela demonstra um admirável e profundo respeito por sua equipe. Em 2025, em meio aos protestos contra a escala de trabalho 6×1 no Brasil, Raposeiras foi assunto nacional por ter instaurado em seu negócio a escala de 4 dias de trabalho para 3 de descanso sem diminuicao de salários (atingindo um crescimento de 35% nos 8 meses seguintes). Bem antes disso, porém, ela já havia exposto em sua coffee shop um painel mostrando há quantos dias sua equipe nao havia sido destratada por clientes, atitude progressista vista como polemica em um país com raízes profundamente escravocratas, onde muitos clientes ainda se acham senhores de quem os servem na gastronomia.

Somando as duas visitas provei os 3 cafés disponíveis no batch brew, um capuccino, um aeropress e um bolo gelado de café. Tudo estava muito bom e bem feito. Minha mae provou e amou o frappe de capuccino.

Também comprei 2 graos para fazer em casa:

“José Carlos Velten”, que é um grao doce, de acidez cítrica balanceada, bom corpo, notas de framboesa, algo de canela e algo de herbal.

E “Tomio Fukuda”, um grao também doce, de corpo aveludado, retrogosto persistente, acidez média cítrica, e aroma de melaco de cana. Apesar de eu amar pitanga, nao consegui distinguir esta nota.

Só nao gosto da embalagem, um plástico simples que embala o café a vácuo, porém sem válvula desgaseificadora e sem fechamento de bloqueio, ou seja, uma vez aberto nao fecha mais, e o café deve ser armazenado em outro recipiente de responsabilidade do consumidor.

Torrador: Coffee Lab
Produtor: José Carlos Velten – Sítio N.S. Graças
Regiao: Marechal Floriano – ES
Variedade: catucaí 785
Processo: Cereja descascado
Notas: especiarias, frutas vermelhas, mel
Data de torra: 14/01/26

Torrador: Coffee Lab
Produtor: Tomio Fukuda – Fazenda Baú
Regiao: Diamantina-MG
Variedade: Catucaí Açú
Processo: Natural
Notas: pitanga, melaco de cana, frutas cítricas
Data de torra: 02/01/26

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